Osteocondrose da coluna

A osteocondrose espinhal é uma doença degenerativa da coluna vertebral (ou seja, associada à destruição gradual do tecido e à interrupção de sua função). As principais alterações estão associadas ao disco intervertebral (formação elástica localizada entre as vértebras e que é uma espécie de amortecedor que suaviza os choques e vibrações das vértebras umas em relação às outras ao caminhar). Na osteocondrose, os discos intervertebrais tornam-se calejados, endurecem e muitas vezes se projetam para o canal espinhal, onde podem comprimir a própria medula espinhal ou suas raízes, causando queixas correspondentes (dor nos braços e pernas, costas, dormência da pele das extremidades).

osteocondrose espinhal

Sintomas de osteocondrose espinhal

  • Dor nas costas e pescoço: principalmente à noite, após atividade física.
  • Sensação de tensão dolorosa em músculos individuais das costas.
  • Dormência da pele dos braços ou pernas (pontas dos dedos ou como uma faixa separada na pele).
  • Fraqueza nos músculos dos braços ou pernas.
  • Atrofia (afinamento) dos músculos dos braços e pernas.
  • Tonturas, dores de cabeça: quando a artéria vertebral que irriga o cérebro é comprimida entre as vértebras cervicais.

Formulários

  • Dependendo de qual parte da coluna estão localizadas as maiores alterações, distinguem-se as seguintes formas de osteocondrose espinhal:
    • osteocondrose da coluna cervical;
    • osteocondrose da coluna torácica;
    • osteocondrose da coluna lombar.
  • Dependendo das mudanças estruturais que ocorreram no disco intervertebral (formação elástica localizada entre as vértebras), distinguem-se os seguintes estágios da osteocondrose espinhal:
    • Estágio 1: movimento intradiscal do núcleo do disco (formação densa em seu centro) em direção à borda;
    • Estágio 2: aparecimento de fissuras no anel fibroso do disco (constituído por tecido conjuntivo) e instabilidade da coluna (mobilidade excessiva);
    • Estágio 3: ruptura completa do disco com seu prolapso em forma de hérnia para o canal espinhal, possível compressão das raízes da medula espinhal;
    • Estágio 4: alterações grosseiras não apenas nos discos intervertebrais, mas também nos tecidos circundantes (crescimento excessivo de tecido ósseo, forte fixação patológica das vértebras entre si).

Razões

  • Estresse excessivo na coluna:
    • riscos ocupacionais: levantamento de peso (por exemplo, para carregadeiras), trabalho prolongado em posição estática (imóvel);
    • excesso de peso corporal, que aumenta a carga na coluna;
    • levantar objetos excessivamente grandes (exorbitantemente pesados).
  • Lesões na coluna vertebral: fraturas vertebrais, rupturas ligamentares.
  • Causas hereditárias: tendência à perturbação gradual da nutrição das vértebras e dos tecidos que as rodeiam (ligamentos, discos intervertebrais).

Diagnóstico

  • Análise de reclamações e histórico médico:
    • Há quanto tempo você sentiu pela primeira vez dor nas costas, dormência nos dedos das mãos e dos pés e outras queixas?
    • se as atividades profissionais ou domésticas estão associadas ao levantamento de objetos pesados, à manutenção prolongada de uma posição imóvel das costas e do pescoço (sentado à mesa, etc.).
  • Exame neurológico: busca por sinais de distúrbios neurológicos (sensibilidade prejudicada nos braços ou pernas, curvatura da coluna, dor ao apalpar os músculos das costas e pescoço).
  • Radiografia da coluna: este método permite estudar a estrutura da coluna em um ou mais planos, detectar adelgaçamento dos discos intervertebrais (formação elástica localizada entre as vértebras), sua protrusão em direção ao canal espinhal, bem como crescimento marginal do tecido ósseo da coluna (osteófitos), que também são consequência da desnutrição da coluna e podem danificar as raízes espinhais, causando dor e distúrbios de sensibilidade.
  • TC (tomografia computadorizada) e ressonância magnética (ressonância magnética) da coluna vertebral nas regiões cervical e espinhal: permitem o estudo camada por camada da estrutura da coluna e dos tecidos circundantes (discos intervertebrais, ligamentos) e detectam o adelgaçamento dos discos intervertebrais, a presença e o tamanho da protrusão (hérnia) dos discos do espaço entre as vértebras.

Tratamento da osteocondrose espinhal

  • Limitar a carga na coluna (não levante objetos pesados).
  • Distribuição adequada da carga na coluna: por exemplo, carregue bolsas não em uma mão, mas em ambas, o que torna a carga mais uniforme.
  • Massagem na zona das costas e pescoço.
  • Fisioterapia: conjunto de exercícios que fortalecem a musculatura da coluna.
  • Natação.
  • Acupuntura: influenciando os processos locais de destruição do tecido do disco intervertebral por meio de injeções com pequenas agulhas especiais.
  • Analgésicos.
  • Medicamentos que reduzem a tensão muscular (relaxantes musculares).
  • Para processos avançados (prolapso de hérnia com compressão das raízes da medula espinhal), tratamento cirúrgico (remoção do disco intervertebral, fixação da parte afetada da coluna).

Complicações e consequências

  • Dor crônica nas costas.
  • Paralisia (fraqueza nos braços ou pernas).
  • Má circulação cerebral (quando a artéria vertebral que irriga o cérebro é comprimida entre as vértebras cervicais).

Prevenção da osteocondrose espinhal

  • Regime de trabalho suave: levantamento moderado de peso, recusa em levantar objetos excessivamente pesados, mudanças periódicas no trabalho físico e mental (para “alongar” a coluna).
  • Recreação ativa.
  • Ginástica, exercícios matinais: realização diária de exercícios simples que envolvem a coluna vertebral (giros do tronco, leves flexões).